segunda-feira, janeiro 06, 2014

ti-ni-niii-ni-niii

Inserir a música Twilight Zone, sff: voltou a acontecer!
Prestes a sentir-me um fantasma assombrador do sono alheio,  fui informada que mais uma amiga sonhou comigo, desta vez miss mimi! Certamente com o poder da sugestão provocado pelas recentes chuvadas (que ela adora... eu sei), teve a visão de que o meu castelo se encontrava alagado! Um pesadelo, portanto...  
Parti um prato decorativo que adorava, deixei cair 2 molas da roupa na rua, queimei uma mão no forno, a Milú rasgou os meus collants favoritos, o meu cabelo continua uma desgraça mas, fora isso, – felizmente – a premonição não se concretizou e por aqui estamos, com cacos e mazelas, mas de pés secos. Em suma, tudo na normalidade, sim senhora, muito obrigadinha pela preocupação.
E devo acrescentar, para ficares inteiramente descansada: a casa ainda está recheada de chocolates, sobras do Natal. ;D

[nota: felizmente não tenho nenhum soutien Maidenform] 

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domingo, janeiro 05, 2014

impossible quest

Tal com em todas as passagens de ano de que tenho memória, também nesta última, tenho o pressentimento de que entrei no novo ano com uns segundos de atraso... nada que me surpreenda, enfim, é karma e faz parte do meu "charme".
O momento das 12 badaladas é sempre uma desorientação, nunca há uma televisão ou rádio para sincronizar o tempo, o pessoal tem todo horas díspares nos relógios ou telemóveis e a rolha do champagne insiste sempre em ficar entalada.
Mas este ano descontrai e desisti de proceder a todos os protocolos que ajudam ao caos da contagem decrescente. Daí ninguém me ter visto em cima de uma cadeira, periclitantemente equilibrada no pé direito, dinheiro numa mão e copo na outra. Quanto às intragáveis 12 passas desta vez mastigei-as calmamente, tal acepipes, sem me dar ao trabalho de tentar pensar aflita em desejos para 2014. Afinal perco-me sempre na listagem e – convenhamos – com maior ou menor variação, são sempre os mesmos e nem por isso se concretizam.
Por isso, apesar de muitos dos sonhos continuarem iguais, este ano vou ser modesta e insistir com os deuses para me concederem apenas uma ambição: a good hair day! 
Isso, o grau de frustração a que a minha cabeleira me fez chegar, não me faz suplicar por outra coisa e vou aplicar como resolução de ano novo uma busca incessante para conseguir uns fios de cabelo decentes.
Wishes, wishes, only wishes, eu sei, é pedir demasiado.

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quinta-feira, janeiro 02, 2014

entrar com a pata direita

Passar a meia-noite com os bigodes colados à lareira...

...e passar o dia seguinte a correr na praia, parece-me um excelente presságio 
para começar o novo ano.

nota da redacção: 
na imagem acima reproduzida miss Milú foi momentaneamente substituída pelo Coelho da Alice.
espaço publicitário: 
camisola de variados motivos jacquard, gentilmente oferecida no Natal pela tia Pat (como é tradição).
reclamação de fiel proprietária: 
necessita-se urgentemente de amplo closet, para arrumação de extenso guarda-roupa canino.


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terça-feira, dezembro 31, 2013

out with the old

Querido 2013, conseguiste a proeza de não teres sido um annus horribilis tão refinado como 2012 mas, ainda assim, foste cruel – muito cruel – e deixas muitas tristes recordações.
Vá 2014, chega-te à frente e mostra o que vales. And be gentle, please.
*tchim-tchim*

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terça-feira, dezembro 24, 2013

*merry*xmas*

Em duas palavrinhas, é isso :)
*auf*auf*auf*
 
(e quem não gosta do Natal é uma batata murcha, yeah!)

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segunda-feira, dezembro 23, 2013

my deer

Quando estupidamente tudo sai errado, o universo mostra-me uma direcção:
Penteado para amanhã.

(roubado no FB ao RAS)

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quarta-feira, dezembro 11, 2013

illuminati

Breve inventário dos lúmens caseiros:
SALA
Lustre – 12 lâmpadas – todas fundidas
Cinco candeeiros de mesa – 5 lâmpadas – 4 fundidas
Foco de tecto – 3 lâmpadas – todas fundidas
QUARTO
Dois candeeiros de cabeceira – 2 lâmpadas – 1 fundida
Foco de tecto – 1 lâmpada – fundida
ATELIER/CLOSET
Dois candeeiros de mesa – 2 lâmpadas – 1 fundida
Um candeeiro de estirador – 1 lâmpada – funciona! há anos! uma década, diria!
Foco de tecto – 1 lâmpada – fundida
COZINHA
Iluminação de bancada – 18 lâmpadas de halogéneo – 5 fundidas
Luz da chaminé – 1 lâmpada neon – fundida
Candeeiro de tecto – 1 lâmpada – fundida
Foco de tecto – 1 lâmpada – fundida
WC
Candeeiro do espelho – 3 lâmpadas – 1 fundida
Foco de tecto – 1 lâmpada – não existe (o foco está desmontado...)
CORREDORES
Lustre – 5 lâmpadas – 3 fundidas
Lanternas turcas – 3 lâmpadas – todas fundidas
Dois focos de tecto – 2 lâmpadas – fundidas
Fio eléctrico com casquilho (vergonha) – 1 lâmpada – fundida
Candeeiro de mesa – 1 lâmpada – funciona!
PORTA DA ENTRADA
Fio eléctrico com casquilho (vergonha) – 1 lâmpada – funciona!

Puff-puff... as razões de tanta lampadagem fulminada são assunto para uma outra história (rolling eyes), mas o que interessa é que hoje – finalmente – fez-se luz cá em casa!
Não frequento hipermercados, wortens, ikeas, akis ou similares, e apercebi-me que actualmente é praticamente impossível encontrar a pindériquice de uma simples lâmpada! Lojas dos chineses à parte (vai de retro, que estoiram ao terceiro toque no interruptor), não há n-a-d-a nos supermercados, nas mercearias, lojecas de bairro ou lojas de decoração. Nada, absolutamente nada, para além daqueles objectos abjectos com design em forma de rabo de porco e temperatura de luz ideal para uma arca frigorífica. 
Após muitos meses na penumbra e incessante busca, lá consegui ir à loja da especialidade da minha preferência. E nem ali encontrei o que queria... A mudança universal dos filamentos para os leds e outras modernices aniquilou qualquer leque de escolha. Não há os tamanhos que quero, nem a potência, nem a forma, nem o vidro, nem a cor, nem a paciência. Mais valia venderem velas.
Não comprei tudo o que precisava mas, ainda assim, não fiz a coisa por menos e vim carregada com um tiny stock para os próximos invernos: 33 caixas de lâmpadas %-\
Feias como borbotos, custaram – só – meio ordenado, com cada bolbo ao preço de um olho.
Diz que duram 20.000 horas, hum-hum. Ora bem, deixa ver, 20.000h : 24h =  833 dias e meio. Para não haver risco de arremesso de estilhaços à montra, espero não ser obrigada a regressar à loja antes de Março de 2016.

terça-feira, dezembro 03, 2013

há que tê-las

Tenho a certeza de que estas imagens darão, em poucos dias, a volta ao mundo da bloglândia.
Primeiro ponto assente: não alimento qualquer espécie de idolatria pelo senhor representado. Ponto seguinte: também não nutro nenhum particular ódio de estimação. Esclarecendo: na verdade, dá-me assim, pró indiferente.
No entanto, ao primeiro vislumbre, não resisti em pespegá-lo aqui. Por todas as razões óbvias.
É que uma rapariga não consegue deixar de ficar comovida quando dá de caras com um homem assim, com, com, como dizer, com... bolas!
(eer... creio que isto não me  saiu lá muito bem)

 a responsável é a Yayoi Kusama, e se ela conseguiu manter uma Infinite Obsession durante 84 anos, 
eu também consigo

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domingo, dezembro 01, 2013

no stock shortage

Nem de propósito %\
Hoje, ao sair a porta de casa, tropecei em algo colocado sobre o tapete da entrada. Olhos rodados para o chão, encontrei aos pés um pacote de comida para cão... 
Percebi imediatamente o que se passava: a casa da vizinha do lado (que a alugou aos espanhóis – foco da minha inveja, porque têm um lustre na casa-de-banho – que, por sua vez, sub-alugam o apartamento a turistas estrangeiros), esteve ocupada durante o último mês por um casal inglês e o seu beloved pet. A saber, um tufito de pêlo branco encaracolado, com metade do tamanho da Milú mas com o dobro do ímpeto no que toca a ladriscares de voz esganiçada.
Estas semanas foram animadas, sempre que um dos canídeos saiu à escada, dados os extensos protocolos de saudações, ao vivo rabo-a-rabo, ou através de portas fechadas.
Bom, lá partiram e, certamente não querendo viajar com cubos de ração mal-cheirosa, deixaram esta oferta para a "vizinha".
Ó destino, também tu? Em conivência para a Milú continuar a empanturrar?  

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sexta-feira, novembro 29, 2013

faminta


Estou assustada. Não sei o que se passa com a Milú. 
Nos últimos tempos não a reconheço (tirando o pormenor de nem conseguir ver-lhe os olhos, tal vai o comprimento das rastas que cobrem a bicha...).
Depois de uns dias em que tivemos a casa invadida por senhores das obras, ficou uma pilha de nervos, sempre a tremelicar, feita mademoiselle triques-à-beirinha ou como se estivessem 20º negativos debaixo do tecto. Suponho que sentiu o seu território ameaçado (ninguém lhe fez mal) mas a coisa progrediu para uns choramingares e inquietações que quase me levaram a pensar que estivesse doente. Passou-lhe, e a meu ver, foi só mimalhice.
Superados esses achaques, agora, agora... deu-lhe para outra coisa: comer. 
Das duas uma, ou foi atacada por uma bicha solitária, ou está a armazenar banha e a preparar-se para entrar em hibernação durante a próxima década.
Come, e come, e come, como se não houvesse amanhã, e devo frisar que sempre tive grande orgulho na minha Milecas, por ser rapariga frugal, nada sôfrega (excepto com ossos, mas isso é outra conversa) e, só ir delicadamente depenicar a tijela da ração quando algum ratito na barriga assim o exige.
Ou seja, nestes mais de 5 anos de abençoada co-existência teve sempre o prato cheio de manhã à noite e a comida durava pelo menos 3 dias.
Mas agora, agora... oiço-a a mastigar todo o santo dia e a tal dose, que ali ficava a ganhar pó, esvai-se num piscar de olhos.
E se encho outra vez, ela come, e come, e come...
Se não encho, sou brindada com um toc-toc-toc pica-miolos, de abanar a tigela a pedir por mais. Ando a reduzir as quantidades, mas se estes apetites continuam, qualquer dia tropeço numa marmota a meio do corredor.
E pronto, lá está ela outra vez... estou a ouvir os munch-munch...
 
 (o que ela queria, era isto)

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quarta-feira, novembro 27, 2013

eu tenho 2 terrores...


...que em tudo são iguais....
...mas não tenho a certeza, qual detesto mais...

A sério, tenho 2 clientes que parecem ser copiados a papel químico no que, à demência, irracionalidade e falta de visão pragmática, diz respeito.
Pespegaram-me nas mãos 2 projectos: colados com cuspo, ao sabor do vento, do improviso, da incompetência e acima de tudo, do capricho alienado destes senhores. O primeiro (que devia estar internado e proibido de qualquer contacto com o mundo exterior) quer uma mega fotobiografia de uma sumidade parda nacional (400 páginazitas dela, assim, só para abrir o apetite), pronta numa semana (!), pois claro, porque acordou agora para a vida e precisa dela como prenda de Natal prós amigos e famelga... 
Conteúdos, zero! Previsão de entrega, nem vê-la ou sistematicamente furada! Cronogramas com gráficas, tarefa impossível, porque nem sabe do que fala! Discussões, em barda! E é uma sorte eu ter coração mole e estomâgo rijo! E depois de ter perdido muito do meu tempo e da minha paciência com esta gente que vive no planeta "eu exigo e tu fazes sem piar, só porque sim", resta roer as unhas, engolir sapos, bater com a cabeça na parede e, na verdade, suspirar de alívio.
Ainda não percebi se a coisa afinal vai para a frente (um dia... quiçá), ou não. Aqui entre nós: se avançar não será comigo, mesmo que isso represente um rombo muito violento no orçamento. Quero preservar alguma sanidade mental, acima de tudo.
O outro cliente... mesmo sendo um amigo com quem tenho a confiança de dar berros e murros na mesa, também é tão volátil como álcool etílico e faz-me a cabeça em água. Tinha que fazer um catálogo (só umas 64 páginas, coisa pouca, valha-nos isso) nuns meros 3 dias, fim-de-semana incluído. Ok... let's do it, mesmo faltando ainda algum material. Afinal não, decidiu que não se fazia catálogo e lá vai água, que é como quem diz: horas de trabalho para o lixo.
Mas esperem, deixem o rapaz dormir sobre o assunto, e afinal – surpresa – já há catálogo outra vez! E, oba-oba, para amanhã (literal!).
O retrato do pesadelo. Mas isto é vida para alguém? Como aguenta uma fada, mesmo se andasse a emborcar pastilhinhas para os nervos?
E ainda falta o trabalho "corrente" que não posso falhar. Nada mais, nada menos do que, 880 páginas de ensaios académicos sobre c-a-s-t-e-l-o-s! (em algum momento da vida, tenho a certeza de que fui eu quem suspirou por isto...). Não sendo um cliente directo, ao menos este não é (tão) neurótico e, num momento de lucidez, até concedeu a abébia de uma extensão de 15 dias para o prazo de entrega desta epopeia hercúlea. Ufa! está quase.
Se, porventura conhecerem alguém, inteligente, fôfinho, organizado e capaz de ouvir um comentário/ parecer/ dúvida/ facto/ durante 30 segundos seguidos, e precise de uns dézines gráficos honestos, digam-lhe para vir bater a esta porta, que de outra forma estou a dois passos da loucura.
E a vida podia ser tão maravilhosamente simples. 
(Porquê, Zeus? Porquê?)

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segunda-feira, novembro 25, 2013

dream on

Isto anda mesmo esquisito.
Ou não será inusitado ter recebido muito recentemente, não uma, não duas, mas três mensagens, de duas amigas e um amigo, a comunicarem que sonharam comigo?
Será premonição de algo? 
Sendo um mimo saber que também vivo no inconsciente de quem gosto, só espero não causar pesadelos a ninguém %\

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domingo, novembro 24, 2013

sincronização


Qual é a probabilidade de alguém: 
– arrastar, escada abaixo, a carcaça de uma barata (morta, mortinha, já bem planificada e praticamente liofilizada), ao longo de 2 andares;
– no rés-do-chão, fazer pontaria e conseguir chutá-la para a rua através da frincha da porta de entrada;
– conseguir que a dita cuja aterrasse – de patas para o ar –, em cima dos pés da pessoa que, no exterior e nesse exacto momento, se preparava para entrar no prédio.
?
Volto a repetir: qual é a probabilidade? 
Nenhuma? Concordo. Ou, vá, quase nula?
Salvo... se, a pessoa em questão prestes a meter a chave à fechadura for eu.
Passado o susto e reacção inicial de gritar e levantar os olhos para as nuvens: "argh! pelos deuses do Olímpo, do céu chovem baratas!?", interrogo-me incrédula porque raio não jogo no euromilhões todas as semanas.
Aliás, regarding the odds, talvez devesse apostar todos os dias. A probabilidade confirma jackpot garantido.

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sexta-feira, novembro 01, 2013

marticia*

 Ah... a vida no recato do lar/masmorra, a que basicamente tenho estado confinada.
Ah... os pequenos horrores contínuos que tornam as horas arrepiantemente excitantes.
Ah... os grandes imprevistos que sugam todas as pingas de sangue.
Ah... as surpresas psicológicas que deixam a mente e a tez lívida.
Ah... as torturas que massacram cada músculo do corpo.
E tudo convenientemente na época apropriada do ano.
Ah... 
 Oh, sim, sim! Completamente.
 
* (de mártir: pessoa que sofre tormentos ou a morte por uma crença, uma ideia ou uma causa.)

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quinta-feira, outubro 24, 2013

um susto por dia, envelhece e dá azia

Isto não anda fácil. Apesar do silêncio, as aventuras dos últimos dias dariam para forrar este blog com uma densa telenovela trágico-cómica. O absurdo instalou-se de vez cá em casa *suspiro*
E hoje, mais um petit rien a acrescentar ao enredo empolgante e à certeza de que o número de neurónios no meu doce cerebrozinho em muito se aproxima ao de uma galinha.
No momento de sair para passear a Milú debati-me (mais do que habitual) com a histeria dela no instante de ver a trela e tentar transpôr a porta de casa. Roeu-me os caniços, os joelhos, os cotovelos, guinchou como uma porca, pulou como uma pulga, puxou como uma mula. Também como habitualmente, no momento em que chegámos à rua já estavamos ambas a arfar.
Regressadas do passeio, deparei-me com a porta do prédio encostada (estes vizinhos com rabo grande, caramba) e, vejam lá a coincidência, no momento de entrar em casa também encontrei a porta encostada... Giro.
Não perdendo o sangue frio (cof-cof), mandei a fera à frente para inspeccionar o território. Não houve reacções, ufa! (com algumas ressalvas dado que a bicha é facilmente subornável com um biscoito). Ainda assim, esgueirei-me para a cozinha e armada em movie star valentona, peguei no maior facalhão disponível. Com ele em riste, avancei pelo corredor:
••• inserir música do Psico, sff •••
Debaixo da cama – all clear
Por detrás da cortina do duche (aumentar o volume) – all clear
Dentro do roupeiro – all clear
Por cima do lustre – all clear
A única invasão detectada foi a de formigas, pelo que a normalidade (ah!ah!ah!) aparentemente foi restabelecida.
Depois de – mais uma vez – me ter dado ao ridículo em praça pública, normal por normal, agora vou continuar a lavar tectos ou, pelo sim, pelo não, arranjar uma arma para a liga. 
E tomar umas pastilhinhas, creio.  

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sábado, outubro 12, 2013

bitchcraft

Para condizer com o espírito da noite, o divertimento vai recomeçar.
Sweet, sweet, so sweet ♥


E caso alguém sofra de fobias, obsessões, paranóias, esquizofrenias, neuroses, 
psicoses ou outros transtornos inoportunos, a Dominique trata-vos da saúde 
em 11 horas, 57 minutos e 59 singelos segundos.
Recomendo. Vejam os resultados por mim. 

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quinta-feira, outubro 10, 2013

dêem-me festas, é disso que eu gosto

Após longas horas de desvario: pézinhos sujos e doridos, maquilhagem esborratada, cabelos, plumas e lantejoulas em desalinho, cabeça turva e um sorriso idiota, são sinais inequívocos de que a festa do ano foi um sucesso! 
Já estavamos com saudades :)
Temperaturas de outono estival adoçaram a noite e a madrugada, enquanto a manhã nasceu rápida, implacável e com um sol demolidor. Os anos passam, mas chegada a hora do pequeno-almoço a história repetiu-se.
Ou não fosse eu a única à mesa, com uma meia-de-leite na mão e penachos no toutiço.
Ora, as boas tradições são para perpetuar.

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terça-feira, outubro 01, 2013

my own private anjos

 © joaquim pena, 2012
Mais um dia, mais uma voltinha, e lá fui como habitualmente, apanhar o Metropolitano de Lisboa.
Perdi o último combóio e fiquei na estação vazia, pacientemente aguardando durante os próximos 4 minutos. Optei por sentar-me na ponta de uma fileira de bancos.
Ao fundo da plataforma e caminhando na minha direcção vinha o último passageiro, um senhor cego, daqueles já habitués nestas andanças. Caminhava, devagarinho, a fazer toc-toc-toc com a vareta (correctamente chamada bengala branca), nos obstáculos ao longo da parede.
Quando se aproximou rodei as pernas para o lado, com a melhor das intenções, para evitar que o senhor tropeçasse.
Toc-toc-toc fez ele nos bancos ao meu lado, toc-toc-toc fez ele no meu banco e, depreendendo que estava vago, numa fracção de segundos – pimba –, sentou-se ao meu colo!
Ou ando com os sinais vitais ao nível dos de uma alma penada, ou o meu perfume perdeu as propriedades olfativas %-\

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segunda-feira, setembro 23, 2013

somos uma colmeia do séc. XXI

Somos pobrezinhos e honrados, mas também modernos.
Somos proprietários de um prédio decrépito, mas temos computador.
Estamos em 5 cidades e 2 continentes, mas somos próximos.
Não conseguimos encontrarmo-nos pessoalmente, mas sabemos ligar o skype.
E assim tive hoje a minha primeira reunião de condomínio tecnológica.
Gostei muito. Em particular dos momentos mais absurdos da discussão, durante os quais pude rolar os olhos em contínuo, sem pudores.
So very much convenient.

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domingo, setembro 22, 2013

the day after the night before

Too many daquiris.
(on a cake empty stomach)
Hic. Ui

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terça-feira, setembro 17, 2013

blimey pimples

Ok, podem rir se quiserem, não me importo. Hoje acordei com um ataque de urticária >:\
O que começou por ser umas manchinhas e comichão debaixo das pestanas, transformou-se num extenso mapa de África, bochecha direita abaixo.
Após parecer médico, as origens de tal fenómeno não são, contudo, certas. Podem dever-se, eventualmente, a uma qualquer alergia a produtos quimicos caseiros (limpezas e bricolages a que me tenho dedicado), a qualquer coisa que comi (frutos secos e sementes com os quais me tenho empanturrado), ou simplesmente a um voodoo bem lançado (sem dúvida a hipótese mais verossímil).
Se correr bem, isto desaparece ao fim de algumas horas (s.f.f., porque há limite para surpresas aberrantes).
Se correr mal, e amanhã se cruzarem no meio da rua com uma criatura enfiada numa burka cor-de-rosa, já sabem, sou eu.

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sábado, setembro 14, 2013

viva a decadência

 
Tenho uma grande caixa cheia disto nas mãos.
Doce prendinha acabada de chegar da Suiça.
E assim se elege sumariamente as tarefas para o resto do fim-de-semana:
Reclinar no sofá, olhar para o tecto e lamber os dedos.

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quarta-feira, setembro 11, 2013

the happy dance

Admito que ultimamente a minha crença em historinhas de fadas, la-la-lands, bolhas cor-de-rosa feitas de suspiros e algodão doce, e fantasias similares, tem sofrido embates demolidores. A esperança em enredos floridos e finais felizes tornou-se, digamos, ténue. Nem pareço eu, não é?
Há mais de um mês que, entre outros ressaltos da vida, ando consumidinha até à medula, no meio de (mais um) cenário trágico. Superadas as etapas dolorosas, durante 5 dias aguardei um telefonema. Não chegou e hoje, com suores frios, peguei no telefone. Enquanto ouvia as notícias do outro lado, num exercício masoquista e pessimista previ mentalmente o pior veredicto, até ao momento em que me disseram exactamente o oposto do que antecipara.
Resumindo, a bolinha de pêlo do meu coração foi operada e o diagnóstico, estatisticamente, era mau.
Mas revelou-se, feitas as análises, positivo e uma ervilha que lhe tiraram da barriguinha, afinal é um quisto benigno!
Ok, big drama, é só um cão... Não interessa, é a minha Milú, mas – e perdoem-me todos por quem nutro grande amizade, amor e afecto –, é a única família que me resta, a minha fonte segura e incondicional de realidade cem por cento boa, 24 horas por dia, todos os dias. Sem ela não sou eu.
E é assim.
Milú Maria vai morrer velha! E rabugenta :))))

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sexta-feira, julho 26, 2013

on second thought...

Reconsiderarei a minha prévia e drástica decisão, 
caso consiga pôr as mãozinhas neste mimo (da mesma família destes).
Coerente. Sempre fui uma pessoa coerente.
Hum.

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quarta-feira, julho 24, 2013

the sweetest thing

Exorcismo.
A pensar em coisas boas.
Ou... a considerar seriamente em abdicar para todo o sempre a confecção de fairycakes.
C'est la vie, ou nem por isso, e acreditar em milagres, OK?

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terça-feira, julho 23, 2013

I have to believe

Queria acreditar, muito, muito muito, que os melhores dias que viriam, já começaram a chegar.
Queria acreditar, muito muito, muito, que os jinks que me assombraram durante os últimos anos começaram a dissipar-se.
Queria acreditar muito, muito, muito, que – melhor ou pior, lá está, depende dos dias – sigo numa direcção positiva, largando os lastros que me prenderam durante tanto tempo e que tanta tristeza me trouxeram.
Tudo isto porque efectivamente, em múltiplos aspectos, tanta coisa mudou. Para melhor. Devagarinho, devagarinho, algum equilíbrio na vida começou a ser notório.
Mas, da realidade dura e crua a olhos nús, ainda muito tenho a aprender e sobretudo a aceitar. 
Hoje fui confrontada com uma dessas realidades que me recuso a tomar como certa. Sei que a negação e a ilusão nunca construiram nada de saudável e se – sob certos prismas – a cabeça e o coração vivem nessa permanente luta, há momentos saber que tudo é possível e o melhor vai acontecer, é a única salvação.
Por isso neste caso concreto, acredito, muito, muito, muito, no final feliz. Não concebo sequer outro.
ESTÃO A OUVIR-ME, Ó MACABROS DEUSES DO OLIMPO???

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sexta-feira, julho 19, 2013

lipstick all over

Confesso. É frequente, após momentos de demonstração expansiva de afectos, o cucuruto da minha Milú ficar algo acorderosado. São as marcas do amor, aka, as marcas do batôn...
Ela parece gostar :) afinal somos ambas raparigas coquetes.
No entanto, Maria Milú excedeu-se nas vaidades e decidiu passar à acção pelas suas próprias patas. Ao chegar a casa reparei na cama dela suja com laivos de uma qualquer substância vermelha acastanhada. Na realidade o cenário tinha mau aspecto, quase a sugerir poo-poo, blarght.
Mais adiante no corredor tropeçei num objecto de metal todo esfanicado, claramente roído até à exaustão mas que, com toda a franqueza, não consegui identificar.
Só quando poisei os olhos na bicha é que todas as peças do puzzle encaixaram.
Creio que para a conclusão da história não serão necessários mais detalhes.

 
Não fotografei, mas devia ter fotografado.
Façam o exercício mental de visualizar o animal ilustrado em forma de cadela Fox Terrier.
E terão uma imagem extremamente fiel à realidade com que me deparei.

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quinta-feira, julho 18, 2013

the web

A cabeça tem teias de aranha, o coração tem teias de aranha, a casa tem teias de aranha, este blog está repleto de teias de aranha.
E se tenho as teias, também tenho as aranhas, incluindo uma de estimação. Chamo-lhe Agrippina porque sempre achei que as aranhas têm cara de personagens épicas.
A Milú que não me oiça, mas afeiçoei-me ao aranheco que durante meses viveu pendurado na torneira da cozinha.
Há uns dias contava esta história a uma amiga, explicando-lhe muito triste que a criatura tinha desaparecido, muito provavelmente devido às condições agrestes do habitat: espaço diminuto, muita humidade e um permanente risco de morte por afogamento.
Mas entretanto voltei a descobrir a Agrippina! Mudou de residência e, entusiasmada, relatei que a aranhiça (muito mais crescidinha e pernalta) mudou-se para a janela da cozinha onde usufrui de amplo espaço, excelente exposição solar e imenso cachê.
Amiga e eu, rematámos a história feliz exclamando em uníssono: mudou-se para um T3 com vista!
Continuarei a deixá-la viver ali, sem exigências de senhoria e segura de uma vizinhança pacífica, e... alguma irónica frustração, considerando que a minha aranha – em última análise – vive melhor do que eu.

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