sexta-feira, agosto 29, 2014

vidas complicadas

O que fazer quando ficamos com uma uva gorda entalada no ralo do lavatório?

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terça-feira, agosto 19, 2014

a lamber feridas

Ouch!
Facas novas na cozinha = dedinhos das mãos feitos em tiras.

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domingo, março 23, 2014

falling apart

Há quase um ano, o vão de uma das 4 janelas da minha sala desabou devido a graves infiltrações na empena, coisa entretanto resolvida com obras que houve no prédio. No entanto, no interior as mazelas permaneceram e este fim-de-semana foi a vez de uma segunda janela se desfazer. A acompanhar a queda de barrotes, tijolos e caliça, 2 enormes blocos de cimento capazes de esfanicar esqueletos estatelaram-se com grande estrondo e densa nuvem de pó. 
Não houve vítimas, apesar da Milú ter-se ido esconder imediatamente debaixo da cama..., mas os danos materiais (e afectivos!) foram elevados:
***oh my heart aches! my heart aches!***
Jarro/vaso enorme (que eu adorava! buá!) – em fanicos.
Antúrio gigante que estava no vaso – múltiplas hastes e folhas quebradas, ficou todo torto, coitadinho.
Bomboneira de cristal – oferta de uma amiga de infância, há décadas – em fanicos.
Candeeiro vintage de cerâmica – decepado no top (buá!!!!).
Abat jour – feito em tiras.
Pequena estante de madeira – rachada ao meio.
Caixas cheias de livros – nem abri...
Estado geral da zona envolvente – a desgraça total.
***oh my heart aches! my heart aches!*** 
Fico com a sensação de que habito um castelo de cartas pronto a desmoronar-se, se bem que a Rainha de Copas também, e que eu saiba nunca nada disto lhe aconteceu. 
Mesmo sem riscos de mais algum pedaço de tecto cair (digo eu...), talvez seja desta que me convença a deixar de protelar as obras pesadas de que esta casa tanto precisa.
Nunca mais aprendo a lição. Off with my head! Oh, mas mesmo sem cabeça dói-me o coração, ai!

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domingo, março 16, 2014

um santo domingo para vocês também

Bons samaritanos do meu país, quando sentirem o ímpeto irresístivel de praticarem uma piedosa acção dominical, por favor, reconsiderem e ponderem as consequências dos vossos actos.
Vai uma pessoa e sua companhia canina, ambas felizes da vida, em passeio lânguido até ao supermercado. O clima está ameno, o céu azul, os passarinhos cantam e a perspectiva de voltar a ter o frigorífico (e a barriga) cheio, deixa-nos de bom humor.
Quase a chegar pensei em modo telepático via Milú: "estás cheia de sorte, agora enquanto esperas vais ficar aqui um bocadinho ao sol, coisa que adoras e de que precisas". E assim foi, atarrachei a bicha à entrada, num canto inundado com o solinho morno das 4h da tarde de um dia (ainda inverno) de Março. E lá fui à minha vidinha.
Passados uns 10 minutos comecei a estranhar o silêncio, dado que a rapariga é muito dada a cumprimentar toda a gente que entra ou sai. Vai daí, tal mãe galinha, larguei o cesto e fui à porta.
Nesse instante o coração parou, o sangue gelou e abriu-se uma cratera debaixo dos pés. Onde minutos antes estava uma Milú deliciada a absorver o calor, estava agora O vazio. Não sei quanto tempo passou, o mundo parou de girar, petrifiquei e o cérebro deixou de processar. Vazio, só vi o lugar vazio.
Ainda em estado catatónico lá consegui girar os olhos para a área em volta e vi um tufinho de pêlo, focinho no chão, amarrado a um poste uns 20 metros adiante e do outro lado da rua.
Que perdesse a compras e que os congelados derretessem, corri para a minha bolinha para ver se era real. Era! :)
Quanto aos anos de vida que perdi nestes micro segundos, posso passar a factura à alma caridosa que considerou que algum dono irresponsável e cruel (eu!!) tinha deixado o seu cão a arfar e a sofrer à chapa do sol. 
Mesmo a suspirar de tremendo alívio, como bónus ainda parti uma unha a desfazer os infinitos nós que conseguiram dar no fio da trela, tão ciosos estavam que a Milú não fugisse.
Ainda bem que há quem se preocupe com os animais, mas convém ter bom senso e pregar sustos capazes de provocar ataques cardíacos não faz parte da equação de "fazer o bem". Soubessem eles que em pleno Agosto obrigo (a muito custo, acreditem) a cadela a sair debaixo do sol do meio-dia, porque o que ela mais gosta é de fritar a moleirinha ao ponto do inconcebível. Na praia tem de ficar presa a 50 cm do guarda-sol, caso contrário vai para o meio do areal, no sítio mais escaldante, onde ninguém consegue sequer pôr os pés. No inverno dorme colada (entenda-se, literalmente encostada) ao radiador a óleo e enfia o nariz e os bigodes da grelha do radiador a gás. Já ouvi muitas vezes o fzzzzt de pêlo a ser chamuscado... Quando tem acesso a uma lareira, o caso é mais grave, com risco de se transformar numa galinha assada. O que querem, a miúda gosta de ambientes tórridos.
Oh well, regressadas a casa ainda com palpitações, o apetite desapareceu e isto só lá foi com um cházinho para acalmar os nervos e o estômago. 
Para a próxima dediquem-se a salvar gatinhos, pode ser?

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domingo, fevereiro 09, 2014

potato, patato

Ao jantar com um grande amigo, a propósito de um tira-teimas que teve com outro amigo, sobre uma palavra:
ele – Pois, confirma-se, eu tinha razão! Até fui verificar ao Primpéran.
eu – Ao Priberam...
ele – Sim, ao Primpéran, o dicionário.
eu – Priberam...
ele – Hã?
eu – Primpéran são comprimidos para o enjoo...
ele – O que queres? Sou filho de médico! 
eu – Acabaram-se as favas? aah... então pode ser uma açorda.

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segunda-feira, janeiro 06, 2014

ti-ni-niii-ni-niii

Inserir a música Twilight Zone, sff: voltou a acontecer!
Prestes a sentir-me um fantasma assombrador do sono alheio,  fui informada que mais uma amiga sonhou comigo, desta vez miss mimi! Certamente com o poder da sugestão provocado pelas recentes chuvadas (que ela adora... eu sei), teve a visão de que o meu castelo se encontrava alagado! Um pesadelo, portanto...  
Parti um prato decorativo que adorava, deixei cair 2 molas da roupa na rua, queimei uma mão no forno, a Milú rasgou os meus collants favoritos, o meu cabelo continua uma desgraça mas, fora isso, – felizmente – a premonição não se concretizou e por aqui estamos, com cacos e mazelas, mas de pés secos. Em suma, tudo na normalidade, sim senhora, muito obrigadinha pela preocupação.
E devo acrescentar, para ficares inteiramente descansada: a casa ainda está recheada de chocolates, sobras do Natal. ;D

[nota: felizmente não tenho nenhum soutien Maidenform] 

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domingo, dezembro 01, 2013

no stock shortage

Nem de propósito %\
Hoje, ao sair a porta de casa, tropecei em algo colocado sobre o tapete da entrada. Olhos rodados para o chão, encontrei aos pés um pacote de comida para cão... 
Percebi imediatamente o que se passava: a casa da vizinha do lado (que a alugou aos espanhóis – foco da minha inveja, porque têm um lustre na casa-de-banho – que, por sua vez, sub-alugam o apartamento a turistas estrangeiros), esteve ocupada durante o último mês por um casal inglês e o seu beloved pet. A saber, um tufito de pêlo branco encaracolado, com metade do tamanho da Milú mas com o dobro do ímpeto no que toca a ladriscares de voz esganiçada.
Estas semanas foram animadas, sempre que um dos canídeos saiu à escada, dados os extensos protocolos de saudações, ao vivo rabo-a-rabo, ou através de portas fechadas.
Bom, lá partiram e, certamente não querendo viajar com cubos de ração mal-cheirosa, deixaram esta oferta para a "vizinha".
Ó destino, também tu? Em conivência para a Milú continuar a empanturrar?  

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sexta-feira, novembro 29, 2013

faminta


Estou assustada. Não sei o que se passa com a Milú. 
Nos últimos tempos não a reconheço (tirando o pormenor de nem conseguir ver-lhe os olhos, tal vai o comprimento das rastas que cobrem a bicha...).
Depois de uns dias em que tivemos a casa invadida por senhores das obras, ficou uma pilha de nervos, sempre a tremelicar, feita mademoiselle triques-à-beirinha ou como se estivessem 20º negativos debaixo do tecto. Suponho que sentiu o seu território ameaçado (ninguém lhe fez mal) mas a coisa progrediu para uns choramingares e inquietações que quase me levaram a pensar que estivesse doente. Passou-lhe, e a meu ver, foi só mimalhice.
Superados esses achaques, agora, agora... deu-lhe para outra coisa: comer. 
Das duas uma, ou foi atacada por uma bicha solitária, ou está a armazenar banha e a preparar-se para entrar em hibernação durante a próxima década.
Come, e come, e come, como se não houvesse amanhã, e devo frisar que sempre tive grande orgulho na minha Milecas, por ser rapariga frugal, nada sôfrega (excepto com ossos, mas isso é outra conversa) e, só ir delicadamente depenicar a tijela da ração quando algum ratito na barriga assim o exige.
Ou seja, nestes mais de 5 anos de abençoada co-existência teve sempre o prato cheio de manhã à noite e a comida durava pelo menos 3 dias.
Mas agora, agora... oiço-a a mastigar todo o santo dia e a tal dose, que ali ficava a ganhar pó, esvai-se num piscar de olhos.
E se encho outra vez, ela come, e come, e come...
Se não encho, sou brindada com um toc-toc-toc pica-miolos, de abanar a tigela a pedir por mais. Ando a reduzir as quantidades, mas se estes apetites continuam, qualquer dia tropeço numa marmota a meio do corredor.
E pronto, lá está ela outra vez... estou a ouvir os munch-munch...
 
 (o que ela queria, era isto)

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quarta-feira, novembro 27, 2013

eu tenho 2 terrores...


...que em tudo são iguais....
...mas não tenho a certeza, qual detesto mais...

A sério, tenho 2 clientes que parecem ser copiados a papel químico no que, à demência, irracionalidade e falta de visão pragmática, diz respeito.
Pespegaram-me nas mãos 2 projectos: colados com cuspo, ao sabor do vento, do improviso, da incompetência e acima de tudo, do capricho alienado destes senhores. O primeiro (que devia estar internado e proibido de qualquer contacto com o mundo exterior) quer uma mega fotobiografia de uma sumidade parda nacional (400 páginazitas dela, assim, só para abrir o apetite), pronta numa semana (!), pois claro, porque acordou agora para a vida e precisa dela como prenda de Natal prós amigos e famelga... 
Conteúdos, zero! Previsão de entrega, nem vê-la ou sistematicamente furada! Cronogramas com gráficas, tarefa impossível, porque nem sabe do que fala! Discussões, em barda! E é uma sorte eu ter coração mole e estomâgo rijo! E depois de ter perdido muito do meu tempo e da minha paciência com esta gente que vive no planeta "eu exigo e tu fazes sem piar, só porque sim", resta roer as unhas, engolir sapos, bater com a cabeça na parede e, na verdade, suspirar de alívio.
Ainda não percebi se a coisa afinal vai para a frente (um dia... quiçá), ou não. Aqui entre nós: se avançar não será comigo, mesmo que isso represente um rombo muito violento no orçamento. Quero preservar alguma sanidade mental, acima de tudo.
O outro cliente... mesmo sendo um amigo com quem tenho a confiança de dar berros e murros na mesa, também é tão volátil como álcool etílico e faz-me a cabeça em água. Tinha que fazer um catálogo (só umas 64 páginas, coisa pouca, valha-nos isso) nuns meros 3 dias, fim-de-semana incluído. Ok... let's do it, mesmo faltando ainda algum material. Afinal não, decidiu que não se fazia catálogo e lá vai água, que é como quem diz: horas de trabalho para o lixo.
Mas esperem, deixem o rapaz dormir sobre o assunto, e afinal – surpresa – já há catálogo outra vez! E, oba-oba, para amanhã (literal!).
O retrato do pesadelo. Mas isto é vida para alguém? Como aguenta uma fada, mesmo se andasse a emborcar pastilhinhas para os nervos?
E ainda falta o trabalho "corrente" que não posso falhar. Nada mais, nada menos do que, 880 páginas de ensaios académicos sobre c-a-s-t-e-l-o-s! (em algum momento da vida, tenho a certeza de que fui eu quem suspirou por isto...). Não sendo um cliente directo, ao menos este não é (tão) neurótico e, num momento de lucidez, até concedeu a abébia de uma extensão de 15 dias para o prazo de entrega desta epopeia hercúlea. Ufa! está quase.
Se, porventura conhecerem alguém, inteligente, fôfinho, organizado e capaz de ouvir um comentário/ parecer/ dúvida/ facto/ durante 30 segundos seguidos, e precise de uns dézines gráficos honestos, digam-lhe para vir bater a esta porta, que de outra forma estou a dois passos da loucura.
E a vida podia ser tão maravilhosamente simples. 
(Porquê, Zeus? Porquê?)

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segunda-feira, novembro 25, 2013

dream on

Isto anda mesmo esquisito.
Ou não será inusitado ter recebido muito recentemente, não uma, não duas, mas três mensagens, de duas amigas e um amigo, a comunicarem que sonharam comigo?
Será premonição de algo? 
Sendo um mimo saber que também vivo no inconsciente de quem gosto, só espero não causar pesadelos a ninguém %\

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domingo, novembro 24, 2013

sincronização


Qual é a probabilidade de alguém: 
– arrastar, escada abaixo, a carcaça de uma barata (morta, mortinha, já bem planificada e praticamente liofilizada), ao longo de 2 andares;
– no rés-do-chão, fazer pontaria e conseguir chutá-la para a rua através da frincha da porta de entrada;
– conseguir que a dita cuja aterrasse – de patas para o ar –, em cima dos pés da pessoa que, no exterior e nesse exacto momento, se preparava para entrar no prédio.
?
Volto a repetir: qual é a probabilidade? 
Nenhuma? Concordo. Ou, vá, quase nula?
Salvo... se, a pessoa em questão prestes a meter a chave à fechadura for eu.
Passado o susto e reacção inicial de gritar e levantar os olhos para as nuvens: "argh! pelos deuses do Olímpo, do céu chovem baratas!?", interrogo-me incrédula porque raio não jogo no euromilhões todas as semanas.
Aliás, regarding the odds, talvez devesse apostar todos os dias. A probabilidade confirma jackpot garantido.

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quinta-feira, outubro 24, 2013

um susto por dia, envelhece e dá azia

Isto não anda fácil. Apesar do silêncio, as aventuras dos últimos dias dariam para forrar este blog com uma densa telenovela trágico-cómica. O absurdo instalou-se de vez cá em casa *suspiro*
E hoje, mais um petit rien a acrescentar ao enredo empolgante e à certeza de que o número de neurónios no meu doce cerebrozinho em muito se aproxima ao de uma galinha.
No momento de sair para passear a Milú debati-me (mais do que habitual) com a histeria dela no instante de ver a trela e tentar transpôr a porta de casa. Roeu-me os caniços, os joelhos, os cotovelos, guinchou como uma porca, pulou como uma pulga, puxou como uma mula. Também como habitualmente, no momento em que chegámos à rua já estavamos ambas a arfar.
Regressadas do passeio, deparei-me com a porta do prédio encostada (estes vizinhos com rabo grande, caramba) e, vejam lá a coincidência, no momento de entrar em casa também encontrei a porta encostada... Giro.
Não perdendo o sangue frio (cof-cof), mandei a fera à frente para inspeccionar o território. Não houve reacções, ufa! (com algumas ressalvas dado que a bicha é facilmente subornável com um biscoito). Ainda assim, esgueirei-me para a cozinha e armada em movie star valentona, peguei no maior facalhão disponível. Com ele em riste, avancei pelo corredor:
••• inserir música do Psico, sff •••
Debaixo da cama – all clear
Por detrás da cortina do duche (aumentar o volume) – all clear
Dentro do roupeiro – all clear
Por cima do lustre – all clear
A única invasão detectada foi a de formigas, pelo que a normalidade (ah!ah!ah!) aparentemente foi restabelecida.
Depois de – mais uma vez – me ter dado ao ridículo em praça pública, normal por normal, agora vou continuar a lavar tectos ou, pelo sim, pelo não, arranjar uma arma para a liga. 
E tomar umas pastilhinhas, creio.  

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sábado, outubro 12, 2013

bitchcraft

Para condizer com o espírito da noite, o divertimento vai recomeçar.
Sweet, sweet, so sweet ♥


E caso alguém sofra de fobias, obsessões, paranóias, esquizofrenias, neuroses, 
psicoses ou outros transtornos inoportunos, a Dominique trata-vos da saúde 
em 11 horas, 57 minutos e 59 singelos segundos.
Recomendo. Vejam os resultados por mim. 

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quinta-feira, outubro 10, 2013

dêem-me festas, é disso que eu gosto

Após longas horas de desvario: pézinhos sujos e doridos, maquilhagem esborratada, cabelos, plumas e lantejoulas em desalinho, cabeça turva e um sorriso idiota, são sinais inequívocos de que a festa do ano foi um sucesso! 
Já estavamos com saudades :)
Temperaturas de outono estival adoçaram a noite e a madrugada, enquanto a manhã nasceu rápida, implacável e com um sol demolidor. Os anos passam, mas chegada a hora do pequeno-almoço a história repetiu-se.
Ou não fosse eu a única à mesa, com uma meia-de-leite na mão e penachos no toutiço.
Ora, as boas tradições são para perpetuar.

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terça-feira, outubro 01, 2013

my own private anjos

 © joaquim pena, 2012
Mais um dia, mais uma voltinha, e lá fui como habitualmente, apanhar o Metropolitano de Lisboa.
Perdi o último combóio e fiquei na estação vazia, pacientemente aguardando durante os próximos 4 minutos. Optei por sentar-me na ponta de uma fileira de bancos.
Ao fundo da plataforma e caminhando na minha direcção vinha o último passageiro, um senhor cego, daqueles já habitués nestas andanças. Caminhava, devagarinho, a fazer toc-toc-toc com a vareta (correctamente chamada bengala branca), nos obstáculos ao longo da parede.
Quando se aproximou rodei as pernas para o lado, com a melhor das intenções, para evitar que o senhor tropeçasse.
Toc-toc-toc fez ele nos bancos ao meu lado, toc-toc-toc fez ele no meu banco e, depreendendo que estava vago, numa fracção de segundos – pimba –, sentou-se ao meu colo!
Ou ando com os sinais vitais ao nível dos de uma alma penada, ou o meu perfume perdeu as propriedades olfativas %-\

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segunda-feira, setembro 23, 2013

somos uma colmeia do séc. XXI

Somos pobrezinhos e honrados, mas também modernos.
Somos proprietários de um prédio decrépito, mas temos computador.
Estamos em 5 cidades e 2 continentes, mas somos próximos.
Não conseguimos encontrarmo-nos pessoalmente, mas sabemos ligar o skype.
E assim tive hoje a minha primeira reunião de condomínio tecnológica.
Gostei muito. Em particular dos momentos mais absurdos da discussão, durante os quais pude rolar os olhos em contínuo, sem pudores.
So very much convenient.

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domingo, setembro 22, 2013

the day after the night before

Too many daquiris.
(on a cake empty stomach)
Hic. Ui

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terça-feira, setembro 17, 2013

blimey pimples

Ok, podem rir se quiserem, não me importo. Hoje acordei com um ataque de urticária >:\
O que começou por ser umas manchinhas e comichão debaixo das pestanas, transformou-se num extenso mapa de África, bochecha direita abaixo.
Após parecer médico, as origens de tal fenómeno não são, contudo, certas. Podem dever-se, eventualmente, a uma qualquer alergia a produtos quimicos caseiros (limpezas e bricolages a que me tenho dedicado), a qualquer coisa que comi (frutos secos e sementes com os quais me tenho empanturrado), ou simplesmente a um voodoo bem lançado (sem dúvida a hipótese mais verossímil).
Se correr bem, isto desaparece ao fim de algumas horas (s.f.f., porque há limite para surpresas aberrantes).
Se correr mal, e amanhã se cruzarem no meio da rua com uma criatura enfiada numa burka cor-de-rosa, já sabem, sou eu.

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sábado, setembro 14, 2013

viva a decadência

 
Tenho uma grande caixa cheia disto nas mãos.
Doce prendinha acabada de chegar da Suiça.
E assim se elege sumariamente as tarefas para o resto do fim-de-semana:
Reclinar no sofá, olhar para o tecto e lamber os dedos.

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quarta-feira, setembro 11, 2013

the happy dance

Admito que ultimamente a minha crença em historinhas de fadas, la-la-lands, bolhas cor-de-rosa feitas de suspiros e algodão doce, e fantasias similares, tem sofrido embates demolidores. A esperança em enredos floridos e finais felizes tornou-se, digamos, ténue. Nem pareço eu, não é?
Há mais de um mês que, entre outros ressaltos da vida, ando consumidinha até à medula, no meio de (mais um) cenário trágico. Superadas as etapas dolorosas, durante 5 dias aguardei um telefonema. Não chegou e hoje, com suores frios, peguei no telefone. Enquanto ouvia as notícias do outro lado, num exercício masoquista e pessimista previ mentalmente o pior veredicto, até ao momento em que me disseram exactamente o oposto do que antecipara.
Resumindo, a bolinha de pêlo do meu coração foi operada e o diagnóstico, estatisticamente, era mau.
Mas revelou-se, feitas as análises, positivo e uma ervilha que lhe tiraram da barriguinha, afinal é um quisto benigno!
Ok, big drama, é só um cão... Não interessa, é a minha Milú, mas – e perdoem-me todos por quem nutro grande amizade, amor e afecto –, é a única família que me resta, a minha fonte segura e incondicional de realidade cem por cento boa, 24 horas por dia, todos os dias. Sem ela não sou eu.
E é assim.
Milú Maria vai morrer velha! E rabugenta :))))

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