segunda-feira, setembro 08, 2014

happy (even if) apart

 O que acontece quando deixamos a filha pródiga em mãos alheias 
durante meia-dúzia de dias ?

 Acontece ela ter umas férias tão boas (ou melhores) como nós.
[e crédito a quem tão bem dela cuidou! obrigada PS!]

Etiquetas:

sexta-feira, abril 11, 2014

a pipilar desde 2008

E faz hoje 6 anos que a minha vida passou ao estado de estar recorrentemente nestes preparos: de rabo para o ar e cócó na mão.
Lamento, mas não há grandes floreados para abonecar a verdade e, quer queiramos quer não, não há cortina de glamour possível de camuflar a situação. É o que é.
.....pausa para respirar fundo.....
Enfim, convenhamos, podia ser bem pior, e a recompensa final (de longe) vale o frete.
Muito grata, só posso dizer que ao longo dos anos houve quem, pontualmente, se oferecesse para partilhar esta tarefa.
Tais heróis mal regressados da sua missão, são imediatamente bombardeados com o invariável questionário:
– Então? Não houve encontros imediatos?
– Não... (entenda-se, no caminho não se cruzaram com nenhuma outra fêmea canídea).
– E a criança, pipou?
– Pipou... Pipou duas vezes.
– Linda! E poopar? Poopou?
– Tivemos de dar 3 voltas aos quarteirão mas lá poopou.
– Ah! Milú da mamã, linda menina, linda menina!
Ah!, e já agora: parabéns Milecas de mi corazón! :D
[apanhada em flagrante]

Etiquetas: ,

terça-feira, março 25, 2014

cão escaldado tem medo de água fria?

Ao agitar um tabuleiro com batatinhas noisette a assar no forno (claramente com demasiado ímpeto), meia dúzia saltaram e cairam no chão.
Sempre acompanhada, tal sombra, pela filha pródiga que me segue todos e quaisquer movimentos, passados uns instantes ouvi um ténue ganido e patas em fuga da cozinha.
Então Milú Maria, não és tu que gostas de coisas escaldantes?

Etiquetas:

domingo, março 16, 2014

um santo domingo para vocês também

Bons samaritanos do meu país, quando sentirem o ímpeto irresístivel de praticarem uma piedosa acção dominical, por favor, reconsiderem e ponderem as consequências dos vossos actos.
Vai uma pessoa e sua companhia canina, ambas felizes da vida, em passeio lânguido até ao supermercado. O clima está ameno, o céu azul, os passarinhos cantam e a perspectiva de voltar a ter o frigorífico (e a barriga) cheio, deixa-nos de bom humor.
Quase a chegar pensei em modo telepático via Milú: "estás cheia de sorte, agora enquanto esperas vais ficar aqui um bocadinho ao sol, coisa que adoras e de que precisas". E assim foi, atarrachei a bicha à entrada, num canto inundado com o solinho morno das 4h da tarde de um dia (ainda inverno) de Março. E lá fui à minha vidinha.
Passados uns 10 minutos comecei a estranhar o silêncio, dado que a rapariga é muito dada a cumprimentar toda a gente que entra ou sai. Vai daí, tal mãe galinha, larguei o cesto e fui à porta.
Nesse instante o coração parou, o sangue gelou e abriu-se uma cratera debaixo dos pés. Onde minutos antes estava uma Milú deliciada a absorver o calor, estava agora O vazio. Não sei quanto tempo passou, o mundo parou de girar, petrifiquei e o cérebro deixou de processar. Vazio, só vi o lugar vazio.
Ainda em estado catatónico lá consegui girar os olhos para a área em volta e vi um tufinho de pêlo, focinho no chão, amarrado a um poste uns 20 metros adiante e do outro lado da rua.
Que perdesse a compras e que os congelados derretessem, corri para a minha bolinha para ver se era real. Era! :)
Quanto aos anos de vida que perdi nestes micro segundos, posso passar a factura à alma caridosa que considerou que algum dono irresponsável e cruel (eu!!) tinha deixado o seu cão a arfar e a sofrer à chapa do sol. 
Mesmo a suspirar de tremendo alívio, como bónus ainda parti uma unha a desfazer os infinitos nós que conseguiram dar no fio da trela, tão ciosos estavam que a Milú não fugisse.
Ainda bem que há quem se preocupe com os animais, mas convém ter bom senso e pregar sustos capazes de provocar ataques cardíacos não faz parte da equação de "fazer o bem". Soubessem eles que em pleno Agosto obrigo (a muito custo, acreditem) a cadela a sair debaixo do sol do meio-dia, porque o que ela mais gosta é de fritar a moleirinha ao ponto do inconcebível. Na praia tem de ficar presa a 50 cm do guarda-sol, caso contrário vai para o meio do areal, no sítio mais escaldante, onde ninguém consegue sequer pôr os pés. No inverno dorme colada (entenda-se, literalmente encostada) ao radiador a óleo e enfia o nariz e os bigodes da grelha do radiador a gás. Já ouvi muitas vezes o fzzzzt de pêlo a ser chamuscado... Quando tem acesso a uma lareira, o caso é mais grave, com risco de se transformar numa galinha assada. O que querem, a miúda gosta de ambientes tórridos.
Oh well, regressadas a casa ainda com palpitações, o apetite desapareceu e isto só lá foi com um cházinho para acalmar os nervos e o estômago. 
Para a próxima dediquem-se a salvar gatinhos, pode ser?

Etiquetas: ,

domingo, fevereiro 02, 2014

meias e ligas


Quando toda a energia do no sense é canalizada para outros caminhos, pouco resta para estas pobres paredes. E o tempo passa... sem que nada de muito estrepitoso ou dramático tenha ocorrido, tirando o pequeno episódio em que a Milú engoliu por completo o tubo do meu creme para as rugas. Quem ficou claramente a perder fui eu, e depois de ter passado umas horas na dúvida se a deveria levar de charanga ao hospital para uma lavagem ao estômago, a rapariga teve apenas um leve agonio na manhã seguinte e, claro, ficou com as tripas muito sedosas. As minhas bochechas já não podem dizer o mesmo e devo ter ganho mais 3 vincos na testa, só da irritação >:(
E assim cá estamos, também enroladas num emaranhado de fios e agulhas que será o cenário diário durante os próximos meses. Há coisas mais enfadonhas e como a vidinha se escreve por linhas esticadinhas ou tortas, muitos pontos e algumas malhas caídas, tudo aparenta uma perfeita normalidade, hum. Como bónus, ando a descobrir que as fontes para inspiração são infinitas :)))

E para quem não partilhar do amor por canídeos, que tal um tatu?

Etiquetas: ,

quinta-feira, janeiro 02, 2014

entrar com a pata direita

Passar a meia-noite com os bigodes colados à lareira...

...e passar o dia seguinte a correr na praia, parece-me um excelente presságio 
para começar o novo ano.

nota da redacção: 
na imagem acima reproduzida miss Milú foi momentaneamente substituída pelo Coelho da Alice.
espaço publicitário: 
camisola de variados motivos jacquard, gentilmente oferecida no Natal pela tia Pat (como é tradição).
reclamação de fiel proprietária: 
necessita-se urgentemente de amplo closet, para arrumação de extenso guarda-roupa canino.


Etiquetas: ,

domingo, dezembro 01, 2013

no stock shortage

Nem de propósito %\
Hoje, ao sair a porta de casa, tropecei em algo colocado sobre o tapete da entrada. Olhos rodados para o chão, encontrei aos pés um pacote de comida para cão... 
Percebi imediatamente o que se passava: a casa da vizinha do lado (que a alugou aos espanhóis – foco da minha inveja, porque têm um lustre na casa-de-banho – que, por sua vez, sub-alugam o apartamento a turistas estrangeiros), esteve ocupada durante o último mês por um casal inglês e o seu beloved pet. A saber, um tufito de pêlo branco encaracolado, com metade do tamanho da Milú mas com o dobro do ímpeto no que toca a ladriscares de voz esganiçada.
Estas semanas foram animadas, sempre que um dos canídeos saiu à escada, dados os extensos protocolos de saudações, ao vivo rabo-a-rabo, ou através de portas fechadas.
Bom, lá partiram e, certamente não querendo viajar com cubos de ração mal-cheirosa, deixaram esta oferta para a "vizinha".
Ó destino, também tu? Em conivência para a Milú continuar a empanturrar?  

Etiquetas: ,

sexta-feira, novembro 29, 2013

faminta


Estou assustada. Não sei o que se passa com a Milú. 
Nos últimos tempos não a reconheço (tirando o pormenor de nem conseguir ver-lhe os olhos, tal vai o comprimento das rastas que cobrem a bicha...).
Depois de uns dias em que tivemos a casa invadida por senhores das obras, ficou uma pilha de nervos, sempre a tremelicar, feita mademoiselle triques-à-beirinha ou como se estivessem 20º negativos debaixo do tecto. Suponho que sentiu o seu território ameaçado (ninguém lhe fez mal) mas a coisa progrediu para uns choramingares e inquietações que quase me levaram a pensar que estivesse doente. Passou-lhe, e a meu ver, foi só mimalhice.
Superados esses achaques, agora, agora... deu-lhe para outra coisa: comer. 
Das duas uma, ou foi atacada por uma bicha solitária, ou está a armazenar banha e a preparar-se para entrar em hibernação durante a próxima década.
Come, e come, e come, como se não houvesse amanhã, e devo frisar que sempre tive grande orgulho na minha Milecas, por ser rapariga frugal, nada sôfrega (excepto com ossos, mas isso é outra conversa) e, só ir delicadamente depenicar a tijela da ração quando algum ratito na barriga assim o exige.
Ou seja, nestes mais de 5 anos de abençoada co-existência teve sempre o prato cheio de manhã à noite e a comida durava pelo menos 3 dias.
Mas agora, agora... oiço-a a mastigar todo o santo dia e a tal dose, que ali ficava a ganhar pó, esvai-se num piscar de olhos.
E se encho outra vez, ela come, e come, e come...
Se não encho, sou brindada com um toc-toc-toc pica-miolos, de abanar a tigela a pedir por mais. Ando a reduzir as quantidades, mas se estes apetites continuam, qualquer dia tropeço numa marmota a meio do corredor.
E pronto, lá está ela outra vez... estou a ouvir os munch-munch...
 
 (o que ela queria, era isto)

Etiquetas: ,

quarta-feira, setembro 11, 2013

the happy dance

Admito que ultimamente a minha crença em historinhas de fadas, la-la-lands, bolhas cor-de-rosa feitas de suspiros e algodão doce, e fantasias similares, tem sofrido embates demolidores. A esperança em enredos floridos e finais felizes tornou-se, digamos, ténue. Nem pareço eu, não é?
Há mais de um mês que, entre outros ressaltos da vida, ando consumidinha até à medula, no meio de (mais um) cenário trágico. Superadas as etapas dolorosas, durante 5 dias aguardei um telefonema. Não chegou e hoje, com suores frios, peguei no telefone. Enquanto ouvia as notícias do outro lado, num exercício masoquista e pessimista previ mentalmente o pior veredicto, até ao momento em que me disseram exactamente o oposto do que antecipara.
Resumindo, a bolinha de pêlo do meu coração foi operada e o diagnóstico, estatisticamente, era mau.
Mas revelou-se, feitas as análises, positivo e uma ervilha que lhe tiraram da barriguinha, afinal é um quisto benigno!
Ok, big drama, é só um cão... Não interessa, é a minha Milú, mas – e perdoem-me todos por quem nutro grande amizade, amor e afecto –, é a única família que me resta, a minha fonte segura e incondicional de realidade cem por cento boa, 24 horas por dia, todos os dias. Sem ela não sou eu.
E é assim.
Milú Maria vai morrer velha! E rabugenta :))))

Etiquetas: ,

terça-feira, julho 23, 2013

I have to believe

Queria acreditar, muito, muito muito, que os melhores dias que viriam, já começaram a chegar.
Queria acreditar, muito muito, muito, que os jinks que me assombraram durante os últimos anos começaram a dissipar-se.
Queria acreditar muito, muito, muito, que – melhor ou pior, lá está, depende dos dias – sigo numa direcção positiva, largando os lastros que me prenderam durante tanto tempo e que tanta tristeza me trouxeram.
Tudo isto porque efectivamente, em múltiplos aspectos, tanta coisa mudou. Para melhor. Devagarinho, devagarinho, algum equilíbrio na vida começou a ser notório.
Mas, da realidade dura e crua a olhos nús, ainda muito tenho a aprender e sobretudo a aceitar. 
Hoje fui confrontada com uma dessas realidades que me recuso a tomar como certa. Sei que a negação e a ilusão nunca construiram nada de saudável e se – sob certos prismas – a cabeça e o coração vivem nessa permanente luta, há momentos saber que tudo é possível e o melhor vai acontecer, é a única salvação.
Por isso neste caso concreto, acredito, muito, muito, muito, no final feliz. Não concebo sequer outro.
ESTÃO A OUVIR-ME, Ó MACABROS DEUSES DO OLIMPO???

Etiquetas:

sexta-feira, julho 19, 2013

lipstick all over

Confesso. É frequente, após momentos de demonstração expansiva de afectos, o cucuruto da minha Milú ficar algo acorderosado. São as marcas do amor, aka, as marcas do batôn...
Ela parece gostar :) afinal somos ambas raparigas coquetes.
No entanto, Maria Milú excedeu-se nas vaidades e decidiu passar à acção pelas suas próprias patas. Ao chegar a casa reparei na cama dela suja com laivos de uma qualquer substância vermelha acastanhada. Na realidade o cenário tinha mau aspecto, quase a sugerir poo-poo, blarght.
Mais adiante no corredor tropeçei num objecto de metal todo esfanicado, claramente roído até à exaustão mas que, com toda a franqueza, não consegui identificar.
Só quando poisei os olhos na bicha é que todas as peças do puzzle encaixaram.
Creio que para a conclusão da história não serão necessários mais detalhes.

 
Não fotografei, mas devia ter fotografado.
Façam o exercício mental de visualizar o animal ilustrado em forma de cadela Fox Terrier.
E terão uma imagem extremamente fiel à realidade com que me deparei.

Etiquetas: ,

domingo, maio 05, 2013

mob attack

Momento do dia:
Ao atravessar a Praça da Figueira debaixo de um sol impiedoso, e a arrastar pela calçada uma cadela de língua de fora, de repente reparo num grupo de gente a gritar e a esbracejar freneticamente do outro lado da rua.
Curiosamente, por instantes, tive a sensação que chamavam por nós. Momentos depois pensei que estava a sofrer de uma miragem quando, completamente encandeada pela luz, vi – de olhos semi-cerrados – o recorte difuso de uma multidão a correr na nossa direcção.
São zombies! foi a primeira coisa que me ocorreu. 
Sem perceber como, em poucos segundos ficámos cercadas por uma mob efusiva, com muitos papéis e mapas nas mãos, todos a debitarem uma língua impossível de decifrar. 
Finalmente um rapazito chegou-se à frente e, num inglês extremamente deficiente, conseguiu explicar o que grupo tinha como prioridade máxima: tirar fotografias com "um cão"...
Anuí, e os momentos seguintes resumiram-se a uma cadela desorientada, com o sol, com o calor, com a confusão de um bando de miúdas histéricas que lutavam pela sua atenção e – com sorte – a hipótese de um instante em pose stylish, para o click. Fui testemunha do processo, e tenho a dizer que não foi pacífico. Pobre Milú...
Com grande dificuldade lá percebi que esta malta andava a percorrer a cidade numa espécie de rally-paper, e que a boa da Milú lhes garantiu o passaporte para um dos quest requeridos.
Quando por fim seguimos caminho, fiquei a ponderar – não muito tranquila – sobre as estratégias a que os operadores chegam, para manterem entretidas as hordas de turistas que invadem esta cidade. 
E se os mandassem pastar cangurus? Não seria uma excelente ideia?

Etiquetas: ,

domingo, abril 21, 2013

chegar a mão ao pêlo

Num passeio de rotina com a peluda, seguindo pelo passeio, um carro passa por nós e de repente oiço travões a fundo. A janela abre-se e a cabeça de uma rapariga em polvorosa surge, debitando em alvoroço: "Olhe para o meu banco traseiro" Olhe para o meu banco traseiro!".
Olhei. E vi um tufinho tímido em forma de Wire Fox Terrier. Percebi a excitação dela. Acontece exactamente o mesmo sempre que me cruzo com alguém da "família". Algo dentro do nosso coração provoca uma espécie de histeria. Afinal não há assim tantos WFT pela cidade, e partilhamos este sentimento inato de confraria. Por vezes sinto como se pertencesse a uma seita exclusiva, e que certos códigos e sentimentos só pudessem ser compreendidos em absoluto por outros membros da irmandade.
Instantes depois já estava a dona fora do carro, a esfregar o lombo à Milú, e a trocar entusiasticamente histórias caninas.
Apesar dos meus alertas, insistiu em apresentar o seu espécimen (uma dócil cadelinha, de seu nome Lisa) à minha bola de mau-feitio. Novo insucesso, devo dizer. Enquanto a outra abanava inocentemente o traseiro, num convite "Olá! Olá! Eu sou a Lisa, queres ser minha amiga?", Dona Milú cheirou, cheirou, e passados 30 segundos estava pronta a afinfar a dentuça no pescoço da sua semelhante. Passo sempre por estas vergonhas, nada a fazer.
Depois da dona e cadela terem seguido o seu caminho (algo frustradas, imagino), poucos metros adiante cruzámo-nos com uma senhora francesa.
Os momentos de alvoroço e exclamações inerentes à seita secreta repetiram-se... A madame tinha deixado no seu país natal o Umbert, outro quadrúpede da mesma raça.
Take 2 da mesma conversa e excitação, rematada pelo comentário da turista: "Ohhhhh.... que emoção, e tem o mesmo cheiro!".
Com esta fiquei abalada. Até compreendo, se o cão é francês, não deve tomar muitos banhos... mas é prudente não atirar pedras quando se tem telhados de vidro, comento para mim própria, olhando (e cheirando) este pompom pespegado aos meus pés, desgrenhado e fedorento.
Mas pelo menos está feliz. Recebeu atenção e mimos a duplicar. Aliás, a triplicar. Simpesmente porque não me importo de sujar e meter as mãos na massa. Perdão, no pêlo.

Etiquetas: ,

quinta-feira, abril 11, 2013

love of my life

E já vamos em 5... CINCO anos de harmoniosa co-existência.
A Milú hoje está de parabéns! Sendo filha pródiga, mas adoptada, infelizmente nunca saberei o real dia em que aterrou com as patas neste mundo. Para mim será sempre o dia 11 de Abril (corria o ano de 2008),  a marcar a data em que aterrou de patas na minha vida.
E como o tempo passa... Recordo perfeitamente a primeira noite passada em conjunto. Montei-lhe uma camita improvisada (não tinha uma única peça de enxoval) na cozinha. Até eu pregar olho percebi que a miúda estava irrequieta e a estranhar o novo ambiente. Na manhã seguinte encontrei o colchão vazio e divaguei pela casa à procura dela. Encontrei-a comodamente instalada no sofá (claro...) enroscada em mil e um lençóis lavadinhos, que na véspera eu tinha retirado do estendal.
Lancei umas quantas maldições mentais, mas nem sequer me atrevi a incomodar a princesa, tais os rosnares emitidos (se fosse hoje... oh, se fosse hoje...).
Mas novamente, tudo está bem quando acaba em bem. E estamos bem. Feitas uma para a outra :)
Bilú-bilú, Milú-Milú.

Etiquetas: ,

sexta-feira, janeiro 11, 2013

passarinho no ninho

Esta semana estive a tirar umas fotografias e a meio do processo fiquei com o cartão de memória cheio. Fui ao menú da máquina e comecei a apagar imagens antigas. Para terem uma ideia de há quanto tempo não fotografava, pelos deletes fiz uma viagem até às férias de 2011...
A meio, deparei-me com estas imagens, esquecidas e nunca despejadas para o computador.
Remontam a um dia de limpezas cá em casa, em que distraidamente coloquei uma taça de madeira (32 cm de diâmetro) no chão, cheia de amostras de tecidos. Quando dei conta, um passarinho tinha-se alojado lá dentro...
Não imagino como a bola peluda conseguiu contorcer-se e encaixar-se perfeitamente nesta "casca", que decerto considerou muito atraente e confortável. 
Claro que não resisti a registar o momento e a rir perdidamente enquanto (sem sucesso) tentava desmontar o ninho...

Milú, Milú, se não existisses tinhas que ser inventada.

Etiquetas: ,

sexta-feira, outubro 19, 2012

nobody loves me

É triste. Meter a chave à porta, feliz e ansiosa pelo regresso ao doce lar, e não ser recebida de braços (patas) abertos, mas ser remetida a um cruel silence treatment, ignorada e desprezada pela única criatura de quem posso ter a arrogância de esperar sempre, amor, afecto e atenção incondicional. :(
Mas — mais uma vez – não a posso censurar. Durante o último mês mal estive em casa e deixei este tufo de pêlo a quem devo um compromisso para a vida, horas, dias a fio, só e abandonada. Novamente, dói mais a mim do que a ela, mas se não dou o corpinho ao manifesto, quem ganha para comprar ração e biscoitos?...
Vou ter finalmente o luxo de poder gozar um fim-de-semana sem trabalhar (!!!). 
Anda cá Milú Maria! Anda cá à dona, que vais ter direito a 2 dias inteiros de barriga coçada! :D
(e depois mereço pelo menos uma lambidela, não?)  

Etiquetas: ,

terça-feira, agosto 14, 2012

moving sands


Por aqui encontramo-nos assim, enterradinhas até ao pescoço.
Tomara nós que fosse em areia.

Etiquetas: ,

quinta-feira, agosto 09, 2012

puppy love

Vai uma fada jantar a casa de uma vizinha — desta vez uma literal — reside a três passos de distância. Entra na sala e o olhar é direccionado, tipo radar, para uma imensa parede repleta de souvenirs. Imediatamente fixa-se em algo especial, e com o dedo esticado e um brilhozinho nos olhos, guincha:
— Olha! Um puppy Fox Terrier vintage!!! Aaaaahhhhhh... ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
O alvo apontado é o postal acima reproduzido.
E a amiga, uma querida, numa questão de segundos arranca o pionés e passa-lhe a fotografia para as mãos.
— Ofereço-te!
Emocionada, é com muito orgulho que publico a digitalização da prendinha, enquanto o original está aqui pendurado bem à frente do meu nariz.
Dualidades e duplicidades. Do real e do virtual. Assim é que é bom!


Etiquetas: , ,

quinta-feira, agosto 02, 2012

recordações douradas

E assim estavamos. Há exactamente um ano. Para trás tinham ficado provavelmente os dias mais duros da minha vida e uma exaustão física e emocional que ultrapassou todos os limites. Mas bastou chegar ao paraíso para tudo se dissipar, como que por artes mágicas.
Os dias que se seguiram foram de puro bliss, e seguramente não fui a única a usufruir desse bem-estar.
Para reviver certos momentos até rifava a minha alminha ao diabo.


E cada um testa a temperatura da água à sua maneira :)

Etiquetas: , ,

quarta-feira, julho 25, 2012

true type

 
Para alguém que anda com alguma regularidade no mundo dos dézáines (mesmo pouco percebendo de tipografia), foi com grande emoção que a fada se deparou com esta preciosidade, num qualquer recanto da net.
Apesar de Miss Milú ser apresentada no cabeçalho deste blog em estilo Künstler, obviamente não restam dúvidas de que ela é o Universo! :D

Etiquetas:

‹Mais antiga