sábado, fevereiro 18, 2006

pragas

© gettyimages
Grunft... estava a fadinha, de toalha enrolada acabada de sair do banho, quando o telefone tocou. Era a vizinha da fente, a minha favorita, um doce de senhora no alto dos seus 94 anos.
Ligou “a procurar” se eu estava bem, mais concretamente, se eu estava viva... “porque para se morrer não é preciso ser velho...”, até já aconteceu aqui na rua “uma vizinha esticou o pernil e só deram conta quando o cão latiu dias a fio intoxicado com o cheiro”. Portanto a partir de agora, sempre que eu desaparecer do mapa “faça o favor de avisar!!!”.
Todo este nervosismo, simplesmente porque estive 5 dias com as janelas fechadas (os dias da minha viagem). A preocupação até foi transmitida à vizinha de cima que veio 2 vezes tocar à porta e questionar a minha empregada sobre o meu paradeiro (acabei mesmo agora de descobrir...).
As minhas ausências frequentes sempre causaram alguma perturbação mas agora a confiança está a ultrapassar a minha boa-vontade e complacência. No verão é normal entrarem em pânico se deixo alguma janela aberta e imaginam mil e um ladrões em festa cá em casa – uma delas vivia em stress com a fobia de que podiam atirar beatas acesas para dentro do meu quarto (no comments) e etc, etc etc.
Uma hora mais tarde, com o ouvido ainda a zunir e completamente enregelada com a toalha húmida, tento convencer-me que é tudo com boa intenção, porque pelo menos da vizinha quase centenária eu sei que é, mas... da próxima vez que viajar vou deixar uma luz acesa à janela. %-[

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4 Comments:

Blogger Elvira said...

Tenho uma vizinha tal e qual assim...! :-))

fevereiro 19, 2006 6:02 da tarde  
Anonymous PN said...

Não te esqueças que mulheres singulares e intrigantes como tu, sem APARENTE "guardador de rebanho" a tempo inteiro á sua volta, provoca alguma estupefacção nas mentes quase centenárias. Talvez, no seu ponto de vista, será uma provocação poder viver (quase) serenamente sem o elemento Homem? Talvez, queiram meter-te na linha? Cuidado com esse sentimento maternal de protecção da jovem singela. É bom ter vizinhos, mas.... com aos limites adquados,pleaaaaaase!!!

fevereiro 20, 2006 2:40 da tarde  
Blogger fada*do*lar said...

eh, eh, eh... pois é caras amigas.
Isto de ser uma fada-do-lar solteirinha (ou com um "noivo" invísivel), com hábitos, aspecto e um estilo de vida "alien" é mais do que suficiente para gerar todo o tipo de confusões e "intromissões", mas... há momentos em que reajo menos bem.
Se bem que, a D. Adelina é geralmente uma querida e pela forma como fala do marido, falecido há mais de 20 anos, acho que vive q.b. em paz, mais feliz e sem grandes saudades...
São alguns "laços de sangue" que às vezes fervilham mais quentes, mesmo só por afinidade, por ela ser da terrinha da minha bisavó e onde eu passei longas férias no campo, na minha infância.

fevereiro 20, 2006 8:36 da tarde  
Blogger fada*do*lar said...

PS: ah... Elvira, por algumas histórias que li, imaginei as tuas vizinhas muuuuuuito mais hardcore... ihihihihih ;-D

fevereiro 20, 2006 8:38 da tarde  

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