sexta-feira, março 22, 2013

cheese rubber

Sou uma exagerada. Como sempre.
Tão inflamada estava com a aparição não anunciada da Primavera, que quase esqueci que no passado fim-de-semana até lhe dediquei uma pré-celebração. Convidada pelos compadres, lá fui com o padrinho até à serra, para assistirmos a mais uma actuação artística da menina dos nossos olhos: a pimpolha afilhada.
Destra, concentrada e como peixe na água na autonomia dos seus 10 anos, tocou numa Orquestra de Guitarras, num concerto comemorativo da Chegada da Primavera – cá está.
Já perdi a conta às performances da menina (especialmente de Dança) que já pisou por várias vezes alguns dos palcos mais ilustres desta capital e arredores. Desta vez bisou no Olga Cadaval, mas brilha de igual forma no Coliseu ou no auditório do CCB. Temos (mais uma) artista na família.
E a seguir ao espectáculo... esperava-nos o lanche. A comadre esmerou-se – como é hábito – e a malta empanturrou-se de pão saloio, compota caseira com nozes e passas, marmelada com amêndoas, queijadas de Sintra, rosquias artesanais, etc, etc, etc, tudo acompanhado de um leve e quentinho cházinho para a coisa deslizar melhor. No final, quase KO, e depois de ter ido namorar as frésias do jardim (as minhas flores favoritas) e ter ficado babada com o Artur (o novo cachorro da família e sério pretendente à pata da Milú), atirei-me para o sofá com um olho no dvd escolhido pela princesa: O Feiticeiro de Oz (só podia).
Mas curta foi a pausa pois a comadre já estava de volta à cozinha para preparar o jantar. Correcção: para a-c-a-b-a-r de preparar o jantar. Pouco mais de 2 horas após o térmito do opíparo lanche, já tinha um fumegante tabuleiro de arroz de pato prontinho a servir. 
Não há como evitar, lá em casa é sempre assim, e assim, e assim...
Consegui repetir duas vezes %-\ antes da sobremesa aterrar na mesa: um cheesecake de frutos vermelhos.
E parece-me que por aqui vou terminar o relato de tão aprazível domingo... ou corro o risco dos compadres me erradicarem da família. Basicamente tudo o que lhes sai das mãos facilmente roça a perfeição mas... este cheesecake sofreu um precalço que muito os perturbou. Após uma noite no frigorífico não se arrepiou como devia e continuou líquido como leite. O compadre não teve para meias medidas e vai de lhe atirar um pacote inteiro de gelatina em pó lá para dentro. O rapaz cheesecake reagiu energeticamente, transformando-se num sólido disco de... hum... digamos, borracha.
Entre muitas convictas mastigadelas, as piadas e os maus tratos que a sobremesa sofreu geraram apoplexias de riso o que quase provocou saídas de silicone pelo nariz... 
Mas estava muito bom, a sério! Então a base de bolachinha, a compota e as framboesas, oooohhh... nham, estavam daqui! Detrás da orelha!
Comadre, compadre, algures, ainda aí estão?  ;)

© fotos by pimpolha afilhada, que expeditamente mas enviou através do seu private gmail

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