sexta-feira, julho 06, 2012

selecção natural



Quem me conhece há muito tempo sabe o quanto sofro quando, nas mais banais situações sociais, dou os 2 beijinhos da praxe a membros do sexo oposto.
Isto porque, pelo menos em metade das ocasiões, bastam 3 minutos após a saudação — *plim* — fico com a cara cheia de borbotos vermelhos e não páro de me coçar como se acometida por um súbito ataque de urticária. Felizmente, decorrida uma meia-hora tudo desaparece sem deixar sequelas.
As carinhas dos meninos osculados tanto podem ser macias como um rabinho de bébé, ou apresentarem capilosidades mais ou menos (mal) aparadas.
De frisar que efectivamente as barbas mais hirsutas deixam estragos mais nefastos, mas nem sempre provocam reacções.
Já me conformei com estas cenas tristes e recorrentes e até hoje ainda não encontrei uma explicação plausível para o mistério destas alergias. Não existe um padrão.




No entanto... pensando bem, posso reconhecer algumas mais-valias ao incómodo (hum, ou frustrações), em certos processos de triagem. Tal e qual como o príncipe encantado procurou a sua Cinderela, através do encaixe do pézinho no sapatinho de cristal, também a fada pode encetar uma demanda nacional em busca de um príncipe (desencantado).
Aos candidatos, basta fazerem fila para me darem um beijinho na bochecha. Simples.

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