quarta-feira, setembro 05, 2012

carbonizada

Se há fogos que desesperadamente tentamos reacender, à força de carvão e acendalhas, explosões de bazucas ou reanimadores cardíacos, igualmente há os outros que desejavamos apagar com um simples sopro, uma tromba de água, extintores de carbono ou, em desespero de causa, fechando os olhos e sustendo a respiração por 5 minutos. Ainda assim, podem permanecer em combustão espontânea, a consumir tudo em cinzas, e continuam a arder, tais chamas olímpicas — eternas.
À parte os incêndios do coração, neste momento o que muito me preocupa é aquela chaminha azul que alimenta o meu esquentador. Ou melhor, o facto de recorrentemente apagar-se, sem razão evidente.
Claro que descubro sempre o sucedido quando já estou dentro da banheira, de pés gelados, e lá tenho de ir empoleirar-me num banco, com um fósforinho na mão, a tentar reanimar a mini labareda. E cada vez tem sido mais difícil.
Em antecipação à minha sorte matreira, prevejo que lá para meados de Novembro, o queimador pife de vez.
E se há coisa da qual tenho terror, é de banhos de água fria. Metafóricos ou reais.

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